Ana Portela critica adiamento e diz que população saiu prejudicada com veto mantido.
A decisão da Câmara Municipal de Campo Grande de manter o veto da prefeita às medidas que buscavam corrigir distorções no IPTU e na taxa de lixo intensificou o debate político sobre justiça fiscal e prioridades da administração pública.
O resultado da votação ocorre em um cenário de crescente insatisfação popular, marcado pelo aumento expressivo da carga tributária e pela permanência de problemas estruturais em diversos bairros da capital.
Para a vereadora Ana Portela, a manutenção do veto representa uma escolha política que ignora a realidade vivida pela população. Segundo ela, a decisão consolida um modelo em que o cidadão paga mais impostos sem receber, na mesma proporção, melhorias em infraestrutura e serviços públicos.
“O veto foi mantido, e quem paga essa conta é a população. Estamos falando de famílias que estão desembolsando mais e continuam sem retorno em obras, drenagem, pavimentação e serviços básicos”, afirmou.
A parlamentar também voltou a criticar o adiamento da votação ocorrido anteriormente, destacando que a decisão de postergar a deliberação só ocorreu após um pedido formal de audiência pública apresentado pela bancada do PT. De acordo com ela, a iniciativa interrompeu uma articulação já construída para enfrentar o veto naquele momento.
“A votação foi adiada por uma medida apresentada pelo PT. Isso enfraqueceu o processo, que estava pronto para avançar, e contribuiu diretamente para o desfecho que vimos. Quando se posterga uma decisão urgente, o resultado costuma ser a manutenção das injustiças”, avaliou.
Ana Portela ressaltou que o papel do Legislativo é assumir posições claras diante de temas que impactam diretamente a vida da população, e não transferir responsabilidades ou empurrar decisões para frente. A postura da bancada do PT repete um padrão de atuação que acaba atrasando medidas urgentes capazes de melhorar a vida da população.
“A política precisa ter lado, e o nosso lado é o do cidadão. Manter o veto significa manter uma lógica injusta, em que se arrecada mais e se entrega menos”, completou.
Apesar do resultado, a vereadora reafirmou que seguirá atuando para cobrar justiça fiscal, transparência e investimentos reais nos bairros de Campo Grande, defendendo que a decisão não encerra o debate e que a mobilização da sociedade continuará sendo essencial para mudanças estruturais
Jornalista: Amanda Carolina

