Quem confere o asfalto pago pela Prefeitura? Maicon Nogueira cobra explicações de secretário de obras

Quem confere o asfalto pago pela Prefeitura? Maicon Nogueira cobra explicações de secretário de obras

O vereador Maicon Nogueira cobrou explicações sobre os mecanismos de controle da pesagem do asfalto utilizado nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande e questionou as respostas apresentadas pelo secretário municipal André de Moura Brandão, durante sua participação na Câmara Municipal, na terça-feira (27), para prestar esclarecimentos sobre a manutenção asfáltica na Capital.

Durante os questionamentos, Maicon abordou o uso de uma balança emprestada e a realização de registros manuais para controlar a pesagem do material. Ao ser questionado sobre esses procedimentos, o secretário afirmou que parte das perguntas também deveria ser direcionada ao Consórcio Central.

Para Maicon, a orientação deixou sem resposta pontos centrais da cobrança: quem fiscaliza a pesagem, quem atesta os comprovantes e qual documento formaliza o uso da balança. O vereador ressaltou que o município contrata os serviços e, por isso, precisa explicar como acompanha sua execução. “Nós perguntamos para ele se ele sabia que a balança que opera na usina não está sendo fiscalizada. Ele não conseguiu responder. Pelo contrário, ele pediu para eu acionar o consórcio”, afirmou Maicon ao avaliar a resposta.

Durante a sessão, o parlamentar relatou que esteve no local e conversou com o empresário que teria emprestado o equipamento. Segundo Maicon, os comprovantes da quantidade de massa asfáltica carregada nos caminhões são preenchidos manualmente, o que motivou a cobrança por garantias de controle. “Como o senhor garante que não estão nos roubando?”, questionou o vereador, ao cobrar mecanismos que permitam conferir o material fornecido.

Na resposta, André descreveu etapas de produção, pesagem e conferência do asfalto aplicado. Disse que a usina possui uma balança interna para dosagem dos insumos e que os caminhões são pesados por um terceiro, em parceria com o consórcio. Afirmou também que o pagamento depende da comparação entre o peso informado e o material utilizado nas ruas.

Sobre a relação com a balança de terceiros, porém, o secretário orientou que o parlamentar também procurasse o consórcio. “Vou esclarecer dentro daquilo que eu tenho, mas eu acho que é importante o senhor fazer também para o consórcio”, declarou André.

Para Maicon, a descrição das etapas não esclareceu a formalização do uso da balança nem a fiscalização dos registros manuais. O vereador questionou o encaminhamento da cobrança ao grupo contratado e defendeu o aprofundamento das apurações pela CPI do Tapa-Buraco. “Lembrando: ele contratou esse consórcio. Então, essa CPI é mais do que necessária”, afirmou.

O parlamentar reforçou que continuará cobrando respostas sobre os recursos destinados à manutenção das ruas e os procedimentos utilizados para conferir a quantidade de asfalto paga pelo município.

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