Patinetes elétricos e bikes dividem o mesmo espaço em novo teste nas ciclovias da Capital

Patinetes elétricos e bikes dividem o mesmo espaço em novo teste nas ciclovias da Capital

Fonte: Rcn 67

Fernando de Carvalho
Regras provisórias serão válidas por 180 dias – Foto: Divulgação/Prefeitura de CG

O avanço dos modais elétricos alternativos motivou uma mudança na dinâmica de trânsito nas ciclovias de Campo Grande. A partir desta quinta-feira (18), uma portaria da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) libera, de forma experimental, que patinetes, monociclos elétricos e bicicletas convencionais compartilhem as mesmas faixas exclusivas da cidade.

A fase de testes terá duração inicial de seis meses, prazo que a autarquia municipal utilizará para levantar estatísticas de fluxo, avaliar a convivência entre os usuários e identificar gargalos de segurança.

Até então, Campo Grande não possuía diretrizes locais para ordenar essa disputa por espaço nas pistas, o que tornava o cenário desregulado. Os dados colhidos nesse período vão embasar a criação de uma lei definitiva.

O que está autorizado a rodar?

A resolução detalha o formato e a potência dos dispositivos de mobilidade individual autopropelidos que ganham acesso livre às ciclofaixas. Para transitar legalmente, os aparelhos elétricos precisam se enquadrar nos seguintes limites:

  • Potência máxima de até 1.000 W;
  • Velocidade limite de fábrica de 32 km/h;
  • Largura de até 70 centímetros;
  • Eixos com distância máxima de 130 centímetros.

Qualquer veículo motorizado que ultrapasse essas dimensões ou que desrespeite as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) segue proibido de acessar a malha cicloviária.

Preferência e sinalização nas pistas

A nova política de compartilhamento estabelece critérios rígidos de velocidade para evitar atropelamentos. O texto pontua que os condutores de patinetes e elétricos leves têm a obrigação de desacelerar sempre que cruzarem com ciclistas tradicionais, cuja propulsão depende exclusivamente do esforço humano.

Como a portaria tem um caráter essencialmente educativo, nenhuma penalidade ou taxa municipal inédita foi criada nesta quinta-feira — continuam valendo apenas as multas e sanções já previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Ao longo dos 180 dias de monitoramento — prorrogáveis por mais 180 —, as equipes de engenharia de tráfego poderão instalar placas específicas, pintar faixas de orientação e realizar blitz de conscientização para adaptar os moradores à nova realidade das ciclovias de Campo Grande.

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