Amora foi uma das primeiras: Caravana da Castração tem atendimento em Campo Grande e região

Amora foi uma das primeiras: Caravana da Castração tem atendimento em Campo Grande e região

Amora tem um aninho e foi uma das primeiras a chegar, no sábado (14), ao Parque Tarsila do Amaral, no bairro Nova Lima, em Campo Grande. Ao longo de todo o dia, dezenas de bichinhos de estimação, assim como ela, participaram da etapa campo-grandense da Caravana da Castração, iniciativa da Suprova (Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal), vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).

A iniciativa integra as políticas estaduais de proteção e bem-estar animal e tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços veterinários, além de contribuir para o controle populacional de cães e gatos. Na Capital,  a ação marca o encerramento do primeiro ciclo do programa, que já soma cerca de 20 mil animais castrados, microchipados e medicados gratuitamente.

“Esperei ela fazer passar pelo primeiro cio. O veterinário dela, aqui no bairro, explicou que este é o momento ideal para a castração. Depois soube das vagas abertas pela Caravana, fizemos a inscrição e agora vamos realizar o procedimento. Espero que dê tudo certo”, conta Terezinha, tutora da cachorrinha Amora.

E deu certo. Tanto para ela quanto para outros cães inscritos previamente para os procedimentos realizados. À tarde foi a vez dos gatinhos. A etapa no Parque Tarsila do Amaral segue até o dia 20 de março e prevê a realização de cerca de 700 castrações. No total, a Caravana pretende atender 1.700 animais em diferentes regiões de Campo Grande.

“A Caravana já passou por 62 municípios do Estado. É um programa que ganhou grande proporção, alcançando cerca de 20 mil atendimentos. Atende ao anseio dos tutores responsáveis pela saúde e segurança dos animais. Também oferece suporte importante para municípios que muitas vezes não possuem clínica veterinária. Além disso, contribui para a redução do abandono, o controle populacional e o enfrentamento de zoonoses, como a leishmaniose”, explica Carlos Eduardo Rodrigues, superintendente da Suprova.

Amora tem um aninho e foi uma das primeiras a chegar para o atendimento no Nova Lima

Kiara, uma cadela de dois anos, também aguardou calmamente sua vez de ser atendida. Apesar do porte grande, é dócil e faz a alegria da tutora Alessandra, que comemorava a oportunidade da castração gratuita. “Abriram as inscrições e eu corri para fazer. Ainda bem que deu certo. É uma preocupação a menos para a gente e garante mais cuidado com ela”, avalia.

Alessandra saiu com Kiara castrada, microchipada, medicada, com colar elizabetano e roupinha cirúrgica para o pós-operatório. Assim como os demais animais atendidos pela Caravana, a cadela também contou com suporte veterinário 24 horas para eventuais intercorrências após o procedimento.

Em clínicas veterinárias particulares, a castração pode custar entre R$ 300 e R$ 800, dependendo do porte do animal e do tipo de procedimento realizado. Por isso, a iniciativa pública tem grande impacto social ao ampliar o acesso ao cuidado veterinário.

Para o secretário-adjunto da Setesc, Alessandro Menezes de Souza, o projeto contribui para a proteção animal e para o atendimento de famílias que muitas vezes enfrentam dificuldades para arcar com os custos do procedimento.

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