Após atuação de Landmark, famílias do Nova Campo Grande entram em processo de regularização na Emha

Após atuação de Landmark, famílias do Nova Campo Grande entram em processo de regularização na Emha
Após a tensão vivida por moradores de uma comunidade na região do Nova Campo Grande na última semana, uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira (23) marcou um avanço importante na busca por uma solução para as famílias que vivem no local há anos.
O encontro contou com a presença do vereador Landmark Rios (PT), representantes da comunidade e da Agência Municipal de Habitação (Emha), por meio do diretor-presidente Cláudio Marques. Na pauta, o encaminhamento do processo de regularização fundiária das famílias que ocupam a área de forma consolidada.

Na semana passada, cerca de 30 famílias foram surpreendidas com notificações que davam prazo de apenas cinco dias para deixarem suas casas, o que gerou medo e insegurança. A área, no entanto, já conta com infraestrutura básica, como água, energia e esgoto, além de residências construídas ao longo dos anos, com vínculos consolidados no território.

Desde então, o mandato do vereador Landmark passou a acompanhar o caso e intermediar o diálogo com o poder público, buscando uma alternativa que garantisse o direito à permanência das famílias.

Encaminhamento para regularização
Durante a reunião, foi definido o avanço dos trâmites administrativos para a regularização da área, com base nos critérios legais. Segundo Landmark, a comunidade já apresenta características claras de consolidação, o que reforça a necessidade de garantir segurança jurídica aos moradores.

“Estamos falando de famílias que estão aqui há mais de 20 anos, pagando água, luz, esgoto, construindo suas casas e criando seus filhos. Agora damos um passo importante para a regularização e para que essas pessoas possam, no futuro, ter a escritura de suas casas”, afirmou.

O diretor-presidente da Emha, Cláudio Marques, explicou que as notificações fazem parte de procedimentos administrativos, mas não significam, necessariamente, remoção de famílias já consolidadas.

“Quem já está ocupando de forma consolidada, a gente não tem derrubado. O que a gente precisa é resolver a insegurança jurídica. A nossa intenção é regularizar essas famílias, mas isso exige um processo, cumprir etapas e enfrentar algumas barreiras”, afirmou.

Segundo ele, a área está dentro do marco legal que permite a regularização, o que possibilita avançar para instrumentos como a Regularização Fundiária Urbana (Reurb), garantindo a titularização dos imóveis.

Para os moradores, a reunião trouxe alívio após dias de incerteza. A moradora Lucimar Gonçalves Barbosa Leite destacou a importância do avanço nas tratativas.

“O sentimento agora é de segurança. A gente quer o documento, quer ter a garantia. Hoje a gente já consegue ficar mais tranquilo sabendo que existe essa possibilidade de regularização”, afirmou.

A reunião desta quinta-feira representa um novo momento para a comunidade, que agora passa a integrar um processo formal de regularização, com acompanhamento do mandato e articulação junto ao Executivo. Para Landmark, o caso reforça a importância de tratar a moradia como política pública estruturada.

“Não dá para tratar famílias consolidadas como problema. O caminho é planejamento, diálogo e regularização. É isso que garante dignidade e segurança para quem já construiu sua vida ali”, destacou.

Foto: Pedro Roque

Renan Nucci
Assessoria de Imprensa do Vereador 

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