Câmara Municipal de Campo Grande aprova projeto do vereador Maicon Nogueira que torna obrigatório teste para detecção precoce do autismo

Câmara Municipal de Campo Grande aprova projeto do vereador Maicon Nogueira que torna obrigatório teste para detecção precoce do autismo
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em regime de urgência, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (30), o projeto de lei de autoria do vereador Maicon Nogueira que institui a obrigatoriedade da aplicação da Escala M-CHAT para rastreamento precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças da Capital.

A proposta estabelece que o teste seja aplicado por médicos pediatras em crianças entre 18 e 24 meses de idade, conforme emenda modificativa apresentada pelo próprio autor. A medida será válida tanto para atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada e por planos de saúde.

Reconhecida internacionalmente e recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a Escala M-CHAT é um instrumento simples, composto por 23 perguntas respondidas pelos pais ou responsáveis, que permite identificar sinais de risco para o autismo ainda nos primeiros anos de vida, fase considerada decisiva para o desenvolvimento infantil.

De acordo com o vereador Maicon Nogueira, o objetivo central da proposta é garantir diagnóstico precoce e ampliar as possibilidades de intervenção. “Quanto mais cedo identificamos sinais do TEA, maiores são as chances de desenvolvimento da criança e de qualidade de vida para toda a família. Estamos falando de uma política pública eficiente, acessível e que salva oportunidades”, destacou.

O projeto também recebeu emenda aditiva que incorpora ao texto da lei o questionário completo da escala, assegurando padronização na aplicação do teste em todo o município.

A iniciativa está alinhada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que já prevê a obrigatoriedade de protocolos para avaliação do desenvolvimento psíquico na primeira infância. Nesse sentido, a legislação municipal reforça e detalha a aplicação prática desse acompanhamento em Campo Grande.

Outro ponto destacado na justificativa do projeto é o impacto econômico positivo da medida. Segundo o parlamentar, o diagnóstico precoce pode reduzir significativamente os custos futuros com tratamentos especializados, educação inclusiva e suporte social, além de promover maior eficiência no uso dos recursos públicos.

Com a aprovação, o texto segue para sanção do Executivo Municipal. A regulamentação da lei ficará a cargo da Prefeitura, que deverá definir os procedimentos operacionais para implementação da medida.

Assessoria de Imprensa do Vereador

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