Projeto de Paulo Duarte, que beneficia transplantados em MS, avança na Alems

Projeto de Paulo Duarte, que beneficia transplantados em MS, avança na Alems

PL de Paulo Duarte pretende visibilizar dificuldades enfrentadas por pacientes após realização de transplantes de órgãos.

Por: Gabinete Paulo Duarte/Assessoria de Imprensa   Foto: Alems

 

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (17), o projeto de lei de autoria do deputado estadual Paulo Duarte (PSDB) que estabelece a equiparação de pessoas transplantadas às pessoas com deficiência no Estado. A proposição foi uma reivindicação de Carlos Alberto Rezende, biólogo, biomédico e fundador do Instituto Sangue Bom. A organização atua há mais de dez anos e é reconhecida nacionalmente por promover a doação de sangue, medula óssea e órgãos, além de outras ações solidárias.

A proposta tem como objetivo ampliar a inclusão social e garantir o acesso a direitos já assegurados pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Federal nº 13.146/2015), reconhecendo as limitações permanentes que muitos pacientes enfrentam mesmo após a realização de um transplante.

Pelo texto, a equiparação será possível quando houver comprovação de que, em decorrência do transplante, a pessoa apresente impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que dificulte sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Para isso, será necessária a emissão de laudo médico, que deverá ser submetido à avaliação do órgão competente.

Paulo Duarte destaca que o transplante não representa a cura da doença, mas sim uma etapa do tratamento. Os pacientes transplantados permanecem sob acompanhamento médico contínuo, fazem uso permanente de medicamentos imunossupressores e convivem com riscos que podem persistir por toda a vida.

“Muitas vezes, as limitações enfrentadas pelos transplantados não são visíveis, o que acaba dificultando o reconhecimento de sua condição e o acesso a direitos fundamentais. O projeto busca corrigir essa distorção e assegurar mais dignidade, inclusão e qualidade de vida a essas pessoas”, afirma o parlamentar.

Além dos desafios relacionados à saúde, muitos transplantados enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho e situações de preconceito que restringem sua participação social. A proposta busca justamente garantir mecanismos legais que promovam maior proteção e assegurem condições mais justas para esse público.

Com a aprovação na CCJR, o projeto segue agora para análise das demais comissões e votação em plenário.

 

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