Fábio Rocha vota contra privatização da saúde e projeto é rejeitado
A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou, em sessão recente, o projeto de lei que previa a implantação de um modelo de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por meio de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Ao todo, 17 vereadores votaram contra a proposta, impedindo o avanço da medida.
A votação ocorreu em meio a debates sobre os rumos da saúde pública no município. O projeto buscava transferir a gestão administrativa de unidades da rede municipal de urgência e emergência para entidades parceiras, o que gerou questionamentos entre parlamentares e setores da sociedade.
Entre os votos contrários, o vereador Fábio Rocha se posicionou de forma enfática. Segundo ele, a decisão foi pautada na defesa do caráter público da saúde. “Votei contra a privatização da saúde, porque saúde não é mercadoria, é direito”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, o resultado da votação reflete o posicionamento da população. “A voz do povo falou mais alto”, destacou, ao mencionar a repercussão do tema junto à sociedade campo-grandense.
Críticos da proposta argumentaram que o modelo poderia abrir precedentes para a precarização dos serviços, além de reduzir o controle direto do poder público sobre o atendimento. Já defensores da iniciativa alegavam que a parceria com OSCs poderia trazer maior eficiência administrativa.
Com a rejeição, a gestão das UPAs permanece sob responsabilidade direta do município. Para Fábio Rocha, a decisão reforça o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Seguimos firmes, defendendo uma saúde pública, gratuita e de qualidade para todos”, concluiu.
A discussão, no entanto, deve continuar em pauta, diante dos desafios enfrentados pela rede municipal de saúde e da busca por soluções que ampliem a eficiência sem comprometer o acesso da população.
Assessoria de Imprensa do Vereador

